segunda-feira, 30 de julho de 2012

tarde de trabalho em maputo



                                      amanhã mostro o resto

terça-feira, 24 de julho de 2012

algarve, meu amor - quem quer fazer um livro assim?

eis um estudo sobre como ibiza - a ilha -, se tornou a marca ibiza. sobre como as ibizas e os algarves deste mundo se tornaram o que são hoje: uma ideia de paraíso temporário onde se procura a quebra da rotina, o descanso e o prazer dos sentidos que o sol, o mar e etc. é suposto proporcionarem.

as estratégias imobiliárias, de comunicação, os factores sociais, a história contemporânea, os charters, as piscinas, as festas da espuma, o pó e o redbull  está tudo neste livro de yves michaud, que se lê como a "hola!" mas em melhor.


tão bom que alguém fizesse um estudo semelhante sobre a costa algarvia.
quem quer ser o yves michaud de albufeira?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

últimas notícias da guerra dos bispos: excomungados!


de repente, uma hemorragia de bispos  chineses excomungados.
é verdade que já desde o ano passado  a igreja católica chinesa acha que não precisa do papa para ordenar bispos. agora, este ano, os chineses abusaram: 4 novos bispos ordenados em regime de autogestão por um dos bispos que já tinha sido ordenado em regime de self-servive em 2011.
foi demais para o bento, que, desde a traição do mordomo, aos vatileaks, à fotografia de capa da revista alemã  titanic, que lhe colou umas nódoas nogentas na batina, nos últimos tempos anda sem saber a que santo pedir auxílio. vai daí, saca do bastão de s.pedro e excomunga-os.
sublinhe-se a diferença de resposta - bem mais zen -  que o dalai lama tem dado aos chineses, que lhe andam também a roer a autoridade, nomeando e afastando quem lhes apetece nos mosteiros budistas em território chinês.
lá dizia o napoleão, outro grande adepto da autonomia em relação à autoridade papal, "no dia em que a china acordar, estamos todos lixados." o bento subscreve.

                  a mania, já antiga, do self-service: era suposto ser o papa a pôr a coroa na josefina.

santa bárbara bendita - indignados no. hasta los cojones!!

                                                     há a dívida, há os juros, há os cortes.
                              e há também o valor do trabalho. o imprescindível respeito por quem
             trabalha e quer trabalhar. à chegada a madrid os mineiros asturianos foram saudados
                         por dezenas de milhares de pessoas. "indignados, no. estamos hasta los cojones!"

terça-feira, 10 de julho de 2012

depois de sócrates e de relvas: auditoria geral aos cursos superiores dos políticos portugueses

este ano o pico da silly season veio mais cedo

1. o tomate é declarado legume proibido.
    segundo os salafistas do egipto é um alimento herético: quando se corta ao meio vê-se a cruz dos
    cruzados.

2. os mausoleus milenários de tombuctu estão a ser destruídos à marretada.
    (ainda por cima é fácil, são de barro)
    segundo os iconoclastas muçulmanos que ocuparam a cidade, só deus deve ser venerado.


3. o ministro miguel relvas obteve uma licenciatura fast-food.
    a universidade lusófona achou que, globalmente, ele era sábio o suficiente.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

a massa não é minha

andámos 30 anos sem saber se o bosão de higgs existia ou era fantasia. na quarta-feira os investigadores do CERN afirmaram que o viram. e portanto parece confirmar-se a teoria segundo a qual a massa não é uma característica dos corpos mas fruto da interacção com o exterior (com os ditos bosões, se bem entendi).
a celebrar (e explicar) a descoberta um belo e entendível artigo de marco santos, com este desenho de tom janssen, em www.bitaites.org.


hoje, um jornalista americano vem sublinhar com traço gordo que a descoberta custou mais de 10 mil milhões de euros, o que torna carote o kg de bosão. inbejuoso. (http://www.forbes.com/sites/alexknapp/2012/07/05/how-much-does-it-cost-to-find-a-higgs-boson/)
daqui a 30 anos fazemos contas.

sumidades da república

domingo, 1 de julho de 2012

balotelli e baudelaire - o verdadeiro artista vive noutra esfera

                                                             mario, estamos contigo.
                                                  

  Às vezes no alto mar, distrai-se a marinhagem
Na caça do albatroz, ave enorme e voraz,
Que segue pelo azul a embarcação em viagem,
Num vôo triunfal, numa carreira audaz.

Mas quando o albatroz se vê preso, estendido
Nas tábuas do convés, — pobre rei destronado!
Que pena que ele faz, humilde e constrangido,
As asas imperiais caídas para o lado!

Dominador do espaço, eis perdido o seu nimbo!
Era grande e gentil, ei-lo o grotescio verme!...
Chega-lhe um ao bico o fogo do cachimbo,
Mutila um outro a pata ao voador inerme.

O Poeta é semelhante a essa águia marinha
Que desdenha da seta, e afronta os vendavais;
Exilado na terra, entre a plebe escarninha,
Não o deixam andar as asas colossais!

baudelaire - o albatroz - trad de delfim guimarães