domingo, 17 de junho de 2012

ode marítima - por joão grosso

Pierre Soulages, óleo, 1961


"Parte-se em mim qualquer coisa. O vermelho anoiteceu.
Senti demais para poder continuar a sentir.
Esgotou-se-me a alma, ficou só um eco dentro de mim.
Decresce sensivelmente a velocidade do volante.
Tiram-me um pouco as mãos dos olhos os meus sonhos.
Dentro de mim há só um vácuo, um deserto, um mar nocturno.
E logo que sinto que há um mar nocturno dentro de mim,
Sobe dos longes dele, nasce do meu silêncio,
Outra vez, outra vez o vasto grito antiquíssimo." Álvaro de Campos.

ontem à noite no D. Maria, João Grosso fantástico, indelével.

2 comentários:

  1. Nós já trabalhamos com o João Grosso, no grupo de teatro do IST. Fabuloso

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    1. sortudos. para mim o homem é um génio. dos puros e acessíveis. coisa do mais raro que há.

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